O GVBS GERAR, através de seus integrantes Robson Mansueto Buzzi e Urubatã Alves de Souza, e em parceria com os Bombeiros Voluntários de Corupá, mantém dois cães de resgate em constante treinamento, o Zimba e a Lua.
O GVBS GERAR e os Bombeiros Voluntários de Corupá contam com a importante colaboração do Dr. José Eduardo B. O. Gneiding (CRMV – SC 2569 Médico Veterinário Clínico e Cirurgico, com especialização em Ortopedia e Traumatologia) com cuidados e orientações dispensadas aos cães e e seus treinadores.
A capacidade de trabalho de um cão farejador para localizar pessoas equivale a 20 ou 30 homens desempenhando a mesma função de busca, sendo que o animal pode realizar a tarefa em um tempo muito menor.
Em síntese, a tarefa de um cão de busca e resgate é descobrir a origem do cheiro de um ser humano e informar ao treinador onde ele está.
Fundamentos de um cão de busca e resgate
Os especialistas estimam que um único cão de busca e resgate pode realizar o trabalho de busca de 20 a 30 seres humanos. Também não se trata apenas de cheiros: a audição superior e a visão noturna dos cães também contam. O tempo sempre é um problema quando se trata de busca e resgate. Em uma situação de avalanche, por exemplo, cerca de 90% das vítimas continuam vivas 15 minutos após o soterramento, mas 35 minutos após o acidente somente 30% delas sobrevive. Apesar da maioria das vítimas de avalanche não sobreviver, suas chances aumentam quando a busca é realizada por cães. Mesmo em casos nos quais as vítimas supostamente estão mortas, os cães são bens inestimáveis: eles localizam os corpos para que os membros das famílias possam dar a seus entes queridos um enterro adequado.
Os cães de busca e resgate podem fazer coisas incríveis, incluindo descer desfiladeiros com seus treinadores, localizar uma pessoa dentro de um raio de 500 metros, encontrar um corpo sob a água, subir escadas e andar por uma viga instável em um prédio desmoronado, mas tudo isso com um único objetivo: encontrar cheiro do ser humano. Esse cheiro pode ser de uma pessoa viva, de um corpo, um dente humano ou uma peça de roupa. Os cães de busca e resgate localizam pessoas desaparecidas, buscam sobreviventes e corpos em áreas de desastres e localizam evidências em cenas de crimes, tudo isso se concentrando no cheiro de um ser humano.
Os cães de salvamento foram utilizados pela primeira vez na Grã-Bretanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Estavam encarregados de localizar as pessoas soterradas por escombros dos edifícios. A sua eficácia foi tão grande que nos anos cinquenta, começaram a ser criadas escolas para formação de cães de salvamento, não só na Inglaterra, como também nos Estados Unidos, Alemanha e Suíça.
As operações de socorro em que os cães intervêm são numerosas, pois a cada ano são registrados um milhão de abalos sísmicos em todo o mundo e aos terremotos acrescentem-se os desabamentos, incêndios, explosões, acidentes em obras de construção, minas ou edifícios.
Detectores de odores de quatro patas
Pela sua mobilidade e faro, o cão treinado para a busca e salvamento de vítimas complementa o trabalho dos aparelhos de detecção eletrônicos, e muitas vezes, supera-os. Segundo estudos realizados na Alemanha há alguns anos, eram necessários 20 homens trabalhando durante uma hora para localizar uma pessoa soterrada em grande profundidade. A utilização dos aparelhos geófonos do tipo Capson reduziu consideravelmente esse prazo. No entanto, os aparelhos apenas captam e amplificam os chamados, gemidos ou o bater do coração de vítimas conscientes, enquanto que o cão, graças ao seu olfato privilegiado, pode localizar pessoas mortas ou vivas em meio à fumaça ou ao ruído e mesmo na mais completa escuridão.
As reações do cão também indicam se devem ou não ser ativados os socorros. Na realidade, no cão treinado, as reações serão mais vivas se ele descobrir um sobrevivente cujo odor corporal conseguiu captar. Neste caso, começa a latir com entusiasmo. Segundo o treinamento que ele recebe, o cão não deve começar a remexer os escombros para não se ferir ou ferir a vítima a não ser que seja ordenado que assim deva proceder. Ao contrário, os odores de pessoas mortas ‘espantam’ o cão que então se limita a indicar o local em que se encontra o corpo. Muitas vezes é ensinado a uivar outras a simplesmente apontar o local sem se mexer.
Para realizar as tarefas de resgate os cães têm pouco tempo. Uma operação complexa pode levar no máximo 12 dias. Depois desse período considera-se que nenhum ser humano poderia ter chances de sobreviver. No terremoto que abalou o México, para que os cães mantivessem seu aproveitamento sempre em níveis máximos, eles eram colocados para trabalhar em lugares diferentes por 4 horas diárias, em turnos de meia hora.
Qualquer cão – exceto os molossos pesados e os pequenos – pode transformar-se em um cão de resgate. A raça pouco importa, o que conta é a eficácia. No entanto, apesar disso, a raça mais usada para o resgate é, ainda, o pastor alemão, embora cada vez mais sejam adotadas outras raças, como o Pastor Belga, o Boxer, o Dobermann, Labrador, Rottweiler entre tantas outras. A principal característica desejável num cão de resgate é que eles sejam treinados com o maior rigor possível e que realmente GOSTEM de pessoas. Para que o cão seja motivado para a busca, o dono deve sempre animá-lo e parabenizá-lo após o trabalho concluído e em qualquer circunstância. Normalmente as duplas são formadas por um cão e um condutor e não devem ser desfeitas, porque o cão não vai trabalhar com a mesma eficiência com uma pessoa desconhecida. Porque, por mais treinado que o cão seja, o fator determinante para o seu bom desempenho é, como sempre, a vontade de agradar ao dono.




